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Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja de 
São Raimundo Nonato - 2013 - 2015

Em novembro do ano 2012, os padres, as religiosas e as lideranças leigas da diocese se reuniram com seu bispo na cidade de São Raimundo Nonato, sede da diocese, para a realização da Assembleia Diocesana de Pastoral, na qual foram aprovadas as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja de São Raimundo Nonato.

 

Introdução

As Diretrizes Diocesanas 2013-2015, representam o compromisso da Diocese de São Raimundo Nonato de, assumir em sua ação missionária e em suas atividades pastorais, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015. Nas quais, repercutem fortemente as questões levantadas pela V Conferência Geral, em Aparecida (2007), como também a centralidade da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja como propõe a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini do Santo Padre Bento XVI

As novas Diretrizes Gerais da Igreja do Brasil compreendem que o ponto de partida da vida e missão da Igreja é próprio Jesus Cristo. A Igreja perde sua referência, se não tiver Jesus Cristo e seu Evangelho sempre diante dos olhos, pois como nos lembra o Papa Bento XVI: “Nossa fé cristã não é resultado de um raciocínio lógico, nem também de um grande ideal moral, mas do encontro com uma pessoa – Jesus Cristo” (Deus Caritas est).

Assim também, o ponto de partida de toda ação evangelizadora na Diocese de São Raimundo Nonato é o encontro pessoal e contagiante com Jesus Cristo. Sem esse encontro, não há discípulos nem missionários e a ação da Igreja ficaria parecido com o trabalho de qualquer entidade filantrópica ou de uma ONG.

A Diocese de São Raimundo Nonato em comunhão com a Igreja no Brasil assumiu para o triênio (2013-2015) as cinco urgências da ação evangelizadora que devem estar no centro de todas suas ações pastorais: a de ser uma Igreja em estado permanente de missão; uma Igreja como casa da iniciação à vida cristã; ser lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; ser uma Igreja comunidade de comunidades e a serviço da vida em todas as suas instâncias.

 Dom João Santos Cardoso (Bispo Diocesano)

 Primeira Urgência: Igreja em estado permanente de missão

“A Igreja é indispensavelmente missionária. Ela existe para anunciar, por gestos e palavras, a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo” (DGAE-2011-2015, n. 30).Se a Igreja deixar de ser missionária, ela deixa de ser Igreja. “Em cada tempo e lugar, a missão assume perspectivas distintas, nunca, porém, deixa de acontecer” (DGAE-2011-2015, n. 30).

“A atual consciência missionária interpela o discípulo missionário a ‘sair ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e dos povos para lhes comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo’” (DGAE-2011-2015, n. 31, DAp. n. 548).

A atual urgência missionária exige conversão pastoral, através da qual se ultrapassam os limites de uma “pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária” (DGAE-2011-2015, 34, DAp. n. 370).

Deste modo, surgem imperativos para colocar a Igreja em estado permanente de missão. “Não se trata, portanto, de conceber a atitude missionária ao lado de outros serviços ou atividades, mas de dar a tudo que se faz um sentido missionário” (DGAE-2011-2015, 35).

 

PISTAS DE AÇÃO

- Viver o espírito missionário e o entusiasmo despertados pelas Santas Missões Populares no cotidiano da diocese, nas paróquias, pastorais, serviços e movimentos para que seja dado um sentido missionário a tudo que se faz e realiza. Criar condições para que toda a Diocese esteja em estado permanente de missão, incentivando as paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, associações e serviços para assumirem uma postura decididamente missionária e não de mera conservação das estruturas e da pastoral, em que a missão seja sempre abraçada com grande ardor e alegria;

- Realizar celebrações comemorativas do aniversário da realização das SMP’s em cada paróquia valorizando a Cruz das Santas Missões Populares como símbolo de que somos discípulos e missionários de Jesus Cristo;

- Revitalizar a equipe do Projeto Missionário Diocesano e que a mesma visite as paróquias para reanimar as equipes missionárias paroquiais e grupos de reflexão;

- Promover a implantação do COMIDI (Conselho Missionário Diocesano) e do COMIPA (Conselho Missionário Paroquial),incentivando também sua formação e suas ações que evangelizem os lugares mais afastados da matriz (periferias e zona rural);

- Incentivar os Grupos da IAM (Infância e Adolescência Missionária) e criar grupos onde não existe como também valorizar a dimensão missionária dos grupos de jovens de diversas expressões;

- Mobilizar permanentemente a paróquia para a missão: realizar carreatas da fé, mutirões, jornadas e semanas missionárias;

- Incentivar os leigos para o ministério da visitação ou visita missionária a pessoas, doentes, idosos, famílias, comunidades, ir ao encontro daqueles que ainda não participam e que estão distantes das matrizes paroquiais, bem como dos mais afastados ou dos quais a Igreja seafastou;

- Maior comunhão entre as pastorais para assumir de forma conjunta as urgências da missão;

- Criar a ESCOLA DE FORMAÇÃO MISSIONÁRIA DIOCESANA, com tema e programação determinados, tendo como público alvo as pessoas que já participam nas paróquias das diversas atividades missionárias, com a finalidade de qualificar os missionários leigos e animadores dos grupos de reflexão. Para fazer a escola funcionar, criar uma equipe qualificada de professores ou monitores, dentre os padres, diáconos, religiosos, religiosas, leigos com formação adequada. Estabelecer o calendário da formação nos meses de janeiro e de julho.

- Valorizar os festejos dos padroeiros como momento de missão, evangelização e retiro do povo de Deus;

- Valorizar a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), como momento de graça na Igreja;

- Apoiar e assumir a Missão Jovem em preparação à JMJ;

- No Pós-JMJ, fortalecer o Setor Juventude como também valorizar e apoiar as atividades evangelizadoras promovidas por cada expressão juvenil existente na diocese em vista de objetivos comuns;

- Dar continuidade ao espírito da JMJ, promovendo a formação bíblica, doutrinal, humana, social e missionária da juventude para que atue em seus ambientes naturais e anuncie a fé cristã a outros jovens levando-os a um encontro pessoal com Jesus Cristo;

- Incentivar a realização de “Missões Jovens” a fim de atingir outros jovens, ajudando-os a descobrir o verdadeiro sentido da vida pela experiência de amizade com Jesus Cristo e na vivência fraterna na comunidade eclesial;

- Conhecer a Exortação Apostólica pós-sinodal sobre a Nova Evangelização, a ser publicada pelo Papa Bento XVI, para assumir os apelos da Nova Evangelização e encontrar novos métodos para a transmissão da Fé.

 

Segunda Urgência: Igreja casa de iniciação cristã

“Em outras épocas, a apresentação de Jesus Cristo se dava através de um mundo que se concebia cristão” (DGAE, 2011-2015, n. 38). Mas a mudança de época é tão grande que nem família, nem a escola, nem a sociedade cumprem hoje o papel de transmitir a fé. Quantas crianças, adolescentes e jovens chegam à catequese sem sequer saber rezar o Pai-nosso? Muitas crianças hoje sequer vão à catequese ou a missa dominical. Muitos adultos não têm a mínima noção de sua fé.

 “A mudança de época exige que o anúncio de Jesus Cristo não seja mais pressuposto, porém explicitado continuamente. O estado permanente de missão só é possível a partir de uma efetiva iniciação à vida cristã.” (DGAE, 2011-2015, n. 39).“Trata-se, portanto, de desenvolver, em nossas comunidades, um processo de iniciação à vida cristã que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior com Jesus Cristo” (DGAE, 2011-2015, n. 40).

 

PISTAS DE AÇÃO

- Criar a ESCOLA CATEQUÉTICA na Diocese para melhor qualificar as equipes que trabalham com os encontros de preparação ao Matrimônio, de formação de pais e padrinhos, equipes de preparação para o sacramento da Eucaristia e Crisma.

- Valorizar e fortalecer as pastorais, os grupos e movimentos da paróquia como instrumentos de formação permanente;

- Incentivar a leitura orante da Bíblia nos grupos de reflexão eo conhecimento do RICA (Rito de Iniciação Cristã para Adultos) no catecumenato de adultos;

- Realizar nas foranias cursos de formação missionária, bíblica, catequética e teológica para animadores e animadoras dos grupos de reflexão a fim de dar um estilo catequético e catecumenal a esses grupos e círculos bíblicos;

- Promover a catequese na família e das famílias, tendo como alvo os pais e mães, levando as pessoas a um encontro pessoal com Jesus Cristo, a Palavra de Deus;

- Utilizar o YOUCAT (catecismo para jovens) na preparação para o Sacramento da Confirmação;

- Motivar as pessoas para conhecer e assistir os canais de TV que a Igreja Católica oferece;

 

Terceira Urgência: Igreja, lugar de animação bíblica da vida e da pastoral

“A iniciação à vida cristã e a Palavra de Deus estão intimamente ligadas. Uma não pode acontecer sem a outra, pois “ignorar as Escrituras é ignorar o próprio Cristo” (DGAE, 2011-2015, n. 46). Por isso, o atual momento da ação evangelizadora convida o discípulo missionário a redescobrir o contato pessoal e comunitário com a Palavra de Deus como lugar privilegiado de encontro com Jesus Cristo (DGAE, 2011-2015, n. 45).

“Não se trata, por certo, de nos voltarmos para a Palavra de Deus como atitude momentânea. Trata-se de redescobrir, mais ainda, que o contato profundo e vivencial com as Escrituras é condição indispensável para encontrar a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo e aderir ao Reino de Deus” (DGAE, 2011-2015, n. 46).

“É no contato eclesial com a Palavra de Deus que o discípulo missionário, permanecendo fiel, vai encontrar forças para atravessar um período histórico de pluralismo e grandes incertezas” (DGAE, 2011-2015, n. 47).

“O discípulo missionário precisa estar de tal modo familiarizado com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra que, mesmo abalado pelas pressões, continue solidamente firmado em Cristo Jesus [...]. Não há, pois, discípulo missionário sem efetivo contato com a Palavra de Deus” (DGAE, 2011-2015, n. 47).

Vivemos num tempo de muitas falas, muitos ruídos, muito barulho, incertezas e crise de referências. O mundo fala, mas tem sede de palavra que guia, tranquiliza, impulsiona, envolve, ajuda a discernir. O mundo tem sede, portanto, da Palavra de Deus (DGAE, 2011-2015, n. 48)

“Infelizmente, em meio a tantos ruídos, também podemos constatar que a Bíblia, algumas vezes, não é usada como luz para a vida. Ao contrário, é instrumentalizada até mesmo para engodo. Cabe ao discípulo missionário não se abater diante de tamanha manipulação da Escritura, mas reconhecer e testemunhar que a Palavra é de Deus e como tal deve ser acolhida e praticada” (DGAE, 2011-2015, n. 49).

“Ao se curvar diante da Palavra, o discípulo missionário sabe que não o faz isoladamente, pois ele acolhe o dom da Palavra na Igreja e com toda a Igreja”(DGAE, 2011-2015, n. 51). Nesse sentido a leitura da Palavra de Deus ilumina a vida de nossas comunidades na liturgia, nos Círculos Bíblicos, nos Grupos de Reflexão e em outros grupos similares.

São vários os métodos de leitura da Bíblia . A Conferência de Aparecida destacou a Leitura Orante como caminho para o encontro com a Palavra de Deus (DGAE, 2011-2015, n. 52).

A comunidade deve ser o lugar aonde a Palavra de Deus é proclamada, onde devemos entusiasmar pela Bíblia e pela sua mensagem, como também a Palavra de Deus deve animar toda a nossa vida e ação pastoral de nossa Igreja.

 

PISTAS DE AÇÃO

- Cuidar e incentivar para que a Palavra de Deus seja o referencial e oriente todas as atividades missionárias e pastorais na Diocese, como retiros, estudos, reuniões, encontros, momentos de oração, celebrações;

- Fortalecer, valorizar e incentivar os grupos de reflexão como lugares, por excelência, da animação e formação bíblica, em que a Palavra de Deus seja lida, refletida, rezada e celebrada;

- Valorizar o mês da Bíblia e promover estudos bíblicos, incentivando as pessoas a meditarem diariamente, pelo menos, um versículo bíblico;

- Incentivar para que cada família tenha, em seu lar, a Bíblia Sagrada;

- Incentivar, desde a catequese de primeira iniciação, a criança para que tenha familiaridade e gosto pela Palavra de Deus;

- Selecionar com maior critério as pessoas convidadas para participarem dos encontros de formação oferecidos pela Diocese;

- Delegar funções aos que participam dos cursos de formação e responsabilizá-las com a missão na comunidade;

 

Quarta Urgência: Igreja comunidade de comunidades

“Ao mesmo tempo em que se constata, nesta mudança de época, uma forte tendência ao individualismo, percebe-se igualmente a busca por vida comunitária” (DGAE, 2011-2015, n. 56). As Diretrizes anteriores reconheciam que “as paróquias têm um papel fundamental na evangelização e precisam tornar-se sempre mais comunidades vivas e dinâmicas de discípulos missionários de Jesus” (DGAE, 2011-2015, n. 57), articuladas em redes de comunidades. O caminho para que a paróquia se torne verdadeiramente uma comunidade de comunidades é inevitável (DGAE, 2011-2015, n. 62).

“A setorização da paróquia pode favorecer o nascimento de comunidades, pois valoriza os vínculos humanos e sociais. Assim, a Igreja se faz presente nas diversas realidades, vai ao encontro dos afastados, promove novas lideranças e a iniciação à vida cristã acontece no ambiente em que as pessoas vivem” (DGAE, 2011-2015, n. 62). 

Por isso se faz necessário a renovação da estrutura paroquial, fazendo dela um espaço de acolhida, de solidariedade, de fraternidade, de vivência da fé. Enquanto nossas comunidades continuarem a ser apenas ajuntamentos de pessoas, em que terminada a atividade pastoral cada um vai para sua casa, não seremos família de Deus. A paróquia é chamada a ser uma rede de comunidades, onde os batizados participam de comunidades eclesiais de base, de grupos de reflexão, grupos de famílias, círculos bíblicos... (DGAE, 2011-2015, n. 100).

 

PISTAS DE AÇÃO

- Incentivar a experiência de pequenas comunidades para vivência da fé e a criação de novas comunidades missionárias nas paróquias; a própria comunidade deve se mobilizar e não ficar esperando apenas pelo pároco e religiosas.

- Capacitar e animar lideranças das comunidades já existentes, possibilitando um maior intercâmbio entre as mesmas;

- Os párocos, padres, diáconos, irmãs e lideranças leigas devem atuar como instrumentos de incentivo e formação de novas lideranças;

- Fortalecer os setores paroquiais, dinamizá-los com formação, confraternização, valorizando os trabalhos dos missionários leigos e leigas;

- Humanizar as relações nas comunidades a fim de que sejam mais acolhedoras;

- Dar continuidade e priorizar os Grupos de reflexão;

- Implantar os grupos de reflexão onde não existem e reanimá-los onde já existem, incentivando a troca de testemunho e intercâmbio, habilitando pessoas para que se tornem lideranças dos mesmos.

-Acompanhar os grupos de reflexão e de animação bíblica com material adequado; acompanhar os líderes desses grupos e produzir roteiros;

- Realizaro trabalho vocacional a fim de aproximar mais as crianças e jovens das diversas vocações e ministérios, criando a pastoral vocacional nas paróquias; valorizar e envolver os benfeitores do seminário como uma ação da pastoral vocacional e da formação dos futuros padres;

- Igreja mais ministerial despertando os leigos para assumir diversos ministérios na Igreja de acordo com seu carisma ou necessidades da paróquia;

- Instituir ministérios confiados a leigos;

- Confiar aos missionários leigos o ministério de animação dos grupos de reflexão, como expressão de serviço concreto da missão;

- Implantação do dízimo nas paróquias, como expressão da corresponsabilidade e solidariedade na manutenção da Igreja e dos seus ministros, visando maior independência da Diocese em relação às ajudas externas;

- Valorizar a prestação de contas do dízimo e das receitas das comunidades paroquiais e educar as pessoas para a experiência da partilha;

- Organizar a equipe missionária do dízimo e proporcionar sua adequada formação;

- Criar a Pastoral da Esperança na Diocese e direcionar as ações já existentes;

- Valorizar e incrementar momentos eucarísticos durante o ano litúrgico, bem como criar outros momentos eucarísticos na vida paroquial;

- Favorecer a Comunhão Eucarística às pessoas idosas e doentes impossibilitadas de ir à Igreja;

- Incentivar e possibilitar o acesso ao sacramento da Penitência, com mais frequência, nas Paróquias.

 

Quinta Urgência: Igreja ao serviço da vida plena para todos

«A Igreja no Brasil sabe que “nossos povos não querem andar pelas sombras da morte. Têm sede de vida e felicidade em Cristo”. Por isso, proclama com vigor que “as condições de vida de muitos abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e dor, contradizem o projeto do Pai e desafiam os discípulos missionários a ter maior compromisso a favor da cultura da vida”» (DGAE, 2011-2015, n. 66). 

“Ao longo de uma história de solidariedade e compromisso com as incontáveis vítimas das inúmeras formas de destruição da vida, a Igreja se reconhece servidora do Deus da Vida. A nova época que, pela graça deste mesmo Deus, haverá de surgir precisa ser marcada pelo amor e pela valorização da vida, em todas as suas dimensões” (DGAE, 2011-2015, n. 66).

“Ao mergulhar nas profundezas da existência humana, o discípulo missionário abre seu coração para todas as formas de vida ameaçada desde o seu início até a morte natural” (DGAE, 2011-2015, n. 67). “É através da promoção da cultura da vida que os discípulos missionários de Jesus Cristo testemunham verdadeiramente sua fé. De modo especial, ressalte-se a importância da vida no planeta, dilapidada, tanto ética quanto ecologicamente, pelo uso ganancioso e irresponsável” (DGAE, 2011-2015, n. 68).

“O serviço testemunhal à vida, de modo especial à vida fragilizada e ameaçada, é a mais forte atitude de diálogo que o discípulo missionário pode e deve estabelecer com uma realidade que sente o peso da cultura da morte” (DGAE, 2011-2015, n. 72).

 

PISTAS DE AÇÃO

- Promover e enfatizar, em nível paroquial e diocesano, a ação social a serviço dos mais necessitados e carentes;

- Criar a pastoral da caridade e incentivar a formação de conferências dos vicentinos nas paróquias;

- Reforçar a urgente necessidade da instalação da casa de recuperação dos dependentes químicos;

- Implantar e articular as coordenações dos fóruns de pastorais sociais na diocese e nas paróquias, tendo como referencial a Doutrina Social da Igreja;

- Estimular o nosso povo para o exercício da cidadania, sensibilizando-o para uma participação mais consciente nos processos eleitorais, nas decisões políticas do município, nos conselhos comunitários, em defesa de políticas públicas em favor da vida plena para todos;

 - Criar uma escola de “Fé e política” na diocese;

- Fortalecer a CÁRITAS Diocesana e a CPT como instrumentos fomentadores de uma consciência social e de mobilização de ações em defesa das propostas dos fóruns para a convivência com o semi-árido e outras situações emergenciais;

- Ampliar a campanha de arrecadação de alimentos em nível nacional se a seca se prolongar;

- Considerar na ação pastoral o povo como protagonista e não como mero objeto de caridade;

 - Mobilizar todos os organismos da sociedade para uma convivência sustentável com o meio ambiente, especialmente no semiárido, em relação à água, produção de alimentos, saúde e educação contextualizada.

- Convocar os poderes constituídos, em nível municipal e estadual, a buscar saídas para o desenvolvimento regional capaz de dar condições de vida digna para o povo em suas localidades;

- Campanhas de sensibilização frente aos problemas de exploração e agressão de crianças, adolescentes, jovens e idosos e outras situações de risco (drogas, crimes, etc), com prevenção mediante os meios de comunicação social;

- Apoio ao grito dos excluídos;

- Apoiar as populações atingidas pelas consequências das minerações;

- Fortalecer o aspecto evangelizador da Pastoral da Criança.

 

PISTAS DE AÇÃO PARA CELEBRAÇÃO DO ANO DA FÉ

- Realizar um congresso Diocesano para celebrar o “Ano da Fé” e que estimule a vivência da fé como missão, celebrando os 50 anos do Concílio Vaticano II e os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica;

- Realizar atividades (vigília de oração, romaria da fé...) em nível diocesano para encerrar, de forma solene, o Ano da Fé;

- Realizar em nível de forania, pequenos eventos, como seminários, a respeito do Ano da Fé;

- Realizar, neste Ano da Fé, uma semana de aprofundamento da fé tendo como referencial os documentos do Concílio Vaticano II e o Catecismo da Igreja Católica; finalizar a Semana de Aprofundamento da Fé com um grande evento litúrgico festivo ou encerramento solene em nível diocesano, com símbolos que identificam nossa fé e a missão;

- Promover reflexões sobre o ano da Fé com testemunhos de pessoas das comunidades que vivem intensamente sua fé;

- Incluir e desenvolver a temática do Ano da Fé, dos 50 anos do Concílio Vaticano II e 20 anos do Catecismo da Igreja Católica nos festejos de padroeiros e solenidades da Igreja como momentos de catequese e formação do povo de Deus;

- Elaborar subsídios ou adotar algum livreto ou folder de estudo e reflexão, bem como programas para as rádios das comunidades, motivando e informando as comunidades a respeito do Ano da Fé e do Concílio Vaticano II.

REFERÊNCIA

DGAE 2011-2015: CNBB. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015. Brasília: Edições da CNBB, 2011.

STEINER, Leonardo Ulrich. Apresentação. CNBB. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015. Brasília: Edições da CNBB, 2011, p. 11-13.

Diocese de São Raimundo Nonato - PI

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